Agente de saúde é executada a tiros na porta de casa na Zona Norte de Natal; vítima tinha medida protetiva
06/11/2026

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Uma agente de saúde identificada como Luciana Corlett foi assassinada a tiros na Rua Casa Grande, no conjunto Nova Natal, bairro Lagoa Azul, na Zona Norte de Natal. Ela havia acabado de sair da academia e seguia de motocicleta para casa quando foi surpreendida por um homem armado.
De acordo com informações preliminares, um veículo se aproximou da vítima e um homem efetuou vários disparos em sua direção, principalmente na região da cabeça. Luciana não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.
A violência dos disparos deixou marcas no cenário do crime. Tiros atingiram muros e portões de imóveis da região. A Polícia Militar foi acionada e realizou os primeiros procedimentos.
Uma das linhas que deverão ser apuradas é a possibilidade de a vítima ter sido seguida desde a academia até a residência, onde foi atacada. A dinâmica do crime e a identidade do autor ainda precisam ser esclarecidas pela investigação.
Vítima tinha medida protetiva
Um trecho de um processo judicial revela que Luciana havia solicitado uma medida protetiva em abril de 2026. Segundo o relato registrado no documento, a decisão foi concedida e o acusado foi notificado aproximadamente 15 dias depois.
No processo, a vítima relatou dois episódios de suposto descumprimento da medida.
O primeiro teria ocorrido em 19 de maio, quando Luciana estava em uma consulta médica com a filha. Segundo o relato, o ex-companheiro teria entrado na residência utilizando um controle remoto que ele próprio havia configurado. A situação teria sido registrada por câmeras de segurança.
O segundo episódio foi relatado em 13 de junho. De acordo com o documento, o homem teria parado o veículo em frente à casa e feito ofensas contra Luciana e pessoas que estavam no imóvel.
Na ocasião, ela manifestou o desejo de representar criminalmente contra o acusado por invasão de domicílio e pelas ofensas, além de pedir a manutenção da medida protetiva. O relato também menciona a existência de vídeos e fotografias que poderiam comprovar os episódios.
Até o momento, não há confirmação de que o ex-companheiro tenha participação no assassinato. A eventual relação entre o histórico de violência relatado no processo e o homicídio deverá ser apurada pela Polícia Civil.
Unidade de saúde lamenta morte
Luciana trabalhava na Unidade de Saúde da Família Cidade Praia. Após a confirmação da morte, a equipe publicou uma nota de pesar, destacando a dedicação e a contribuição da profissional para a saúde da comunidade.
Na homenagem, a unidade afirmou que a partida de Luciana representa uma perda irreparável para toda a equipe e manifestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho.
Luciana era separada e morava com a filha.
A Polícia Civil deverá investigar o homicídio para identificar o responsável e esclarecer a motivação do crime.
Portal Tropical
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