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JUROS: Banco Central decide na quarta-feira (4) nova taxa Selic, hoje em 13,75% ao ano

02/11/2026

Foto: Banco Central/Divulgação

 

A taxa básica de juros da economia brasileira volta ao centro das atenções nesta quarta-feira (4), quando o Banco Central anunciará a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre o novo patamar da Selic. Atualmente em 13,75% ao ano, a taxa foi reduzida em 0,25 ponto percentual na reunião de setembro.

A decisão leva em consideração fatores como inflação, atividade econômica, mercado de trabalho, contas públicas e cenário internacional.

O mercado financeiro acompanha a possibilidade de um novo corte. Segundo o último Boletim Focus, a expectativa das instituições financeiras é que a Selic encerre 2026 em 13,25%. A projeção não representa uma garantia de redução nesta reunião.

O que é a Selic e como ela afeta o bolso

A Selic é a principal ferramenta do Banco Central para controlar a inflação. Quando os preços estão pressionados, juros mais altos encarecem o crédito e tendem a reduzir o consumo. Já os cortes buscam estimular empréstimos, investimentos e atividade econômica.

Uma eventual redução pode favorecer quem pretende contratar empréstimos ou financiamentos, mas o repasse não é automático. As instituições financeiras também consideram riscos de inadimplência, impostos e custos operacionais. Contratos com juros fixos já assinados não têm suas parcelas alteradas apenas pela mudança da Selic.

No cartão de crédito e no cheque especial, os juros também podem ser influenciados pela taxa básica, mas costumam permanecer muito acima dela.

Impacto nos investimentos

A queda da Selic tende a reduzir gradualmente os rendimentos de aplicações atreladas ao CDI e de títulos pós-fixados, como CDBs e Tesouro Selic. A rentabilidade também depende de impostos e taxas.

Na poupança, porém, a regra permanece a mesma enquanto a Selic estiver acima de 8,5% ao ano: rendimento de 0,5% ao mês, mais a Taxa Referencial (TR).

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