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PF pediu apreensão de passaporte de Flávio Bolsonaro 7 minutos após TSE confirmar derrota nas urnas

27/10/2026

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Foto: reprodução

 

A Polícia Federal solicitou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes a apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apenas sete minutos depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmar a derrota do senador na disputa pela Presidência da República. Moraes, por sua vez, atendeu ao pedido ainda na noite de domingo, sem consultar previamente a Procuradoria-Geral da República (PGR). A ordem foi executada na manhã desta segunda-feira, no momento em que Flávio visitava o pai, Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar.

A notícia é da coluna de Malu Gaspar, do jornal O Globo. A representação de 16 páginas da PF, obtida pela equipe da coluna, foi assinada digitalmente às 21h16m do último domingo (25). Às 21h09m, o resultado matemático foi confirmado pelo sistema do TSE. Às 20h46m, ou seja, trinta minutos antes da assinatura do documento da Polícia Federal, o Instituto Datafolha já tinha projetado a reeleição de Lula.

O pedido da PF, ao qual a equipe da coluna teve acesso, se baseia em dois argumentos principais: o fato de Flávio Bolsonaro ser listado como “usuário master” de uma conta da Alcazar Holding, a empresa mantida pelo advogado Willer Tomaz na Ilha da Madeira, em Portugal, e a declaração do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro em 23 de outubro, durante uma entrevista a um podcast. Mencionando o fato de que, durante a campanha, Lula disse que Flávio perderia a eleição, não teria mais imunidade e seria investigado pela Polícia Federal, Eduardo afirmou: "Se meu irmão não ganhar [a eleição], sou a favor que ele deixe o país."

Outro argumento usado no pedido é o fato de Willer Tomaz estar em Miami desde 25 de agosto, sem previsão de retorno. De acordo com a PF, Willer "dispõe de recursos financeiros suficientes para permanecer indefinidamente no exterior, caso assim deseje".

Tomaz é investigado em dois inquéritos derivados da operação Sem Desconto, que apura os desvios das aposentadorias do INSS. Um deles, sob a relatoria do ministro do Supremo André Mendonça, apura os negócios de Willer com o senador Weverton Rocha (PDT-MA), suspeito de participação no esquema junto com Antonio Camilo Antunes, o Careca do INSS.

Uma segunda apuração, da qual o relator é Alexandre de Moraes, investiga se Tomaz lavou dinheiro recebido da Loterj por meio da empresa de pagamentos Rio Pag e de uma série de outras empresas, entre elas de apostas. Segundo a Secretaria de Prêmios e Apostas vinculada ao Ministério da Fazenda, Willer apostou R$ 5 bilhões em bets no ano passado. Flávio é um dos alvos desse segundo inquérito, que ainda está em fase inicial.

 

Portal 96FM Natal

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