PF pede mais tempo para investigar Lulinha, filho do presidente Lula, por suposto tráfico de influência no Governo federal
21/10/2026

A PF (Polícia Federal) pediu a prorrogação de inquéritos que investigam o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o empresário Fábio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha, por tráfico de influência no governo federal.
Eleições Brasil
Os investigadores argumentam que o prazo inicial de 60 dias para a conclusão das apurações não foi suficiente e que há diversas diligências em curso.
“Mostra-se, portanto, necessária a dilação do prazo para a conclusão das diligências em curso, cujos resultados se revelam essenciais não apenas para o adequado esclarecimento dos fatos, mas também para a delimitação de eventuais novas medidas investigativas que se mostrem necessárias ao completo deslinde do caso”, disse a PF.
A corporação policial investiga Lulinha em três inquéritos. As apurações miram o suposto tráfico de influência e corrupção em prol de empresas junto ao governo federal. As investigações foram autorizadas pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a partir do fim de julho.
Lulinha entrou na mira das investigações depois de revelada a sua proximidade com a lobista Roberta Luchsinger, que foi, em dezembro do ano passado, alvo da Operação Sem Desconto, que apura fraudes em benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
A empresária teve o celular apreendido pela PF. No aparelho foram encontradas mensagens que indicaram negócios entre ela e Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como um dos principais operadores do esquema de descontos ilegais nos benefícios de aposentados.
Segundo relatórios da PF, a empresária teria trabalhado para o “Careca do INSS”, sendo uma possível operadora financeira e política do esquema de fraudes.
O possível envolvimento do filho do presidente passou a ser questionado após a revelação de uma viagem a Portugal que Lulinha fez ao lado de Antunes e que teria sido custeada pelo lobista.
CNN / Foto: 1 Greg Salibian / Folhapress / 2 PF
Essa publicação é um oferecimento

