Guariteiro é alvo de disparos em presídio da Grande Natal

13/05/2016

Penitenciária Estadual de Parnamirim, no RN (Foto: Ricardo Araújo/G1)

Direção apura se homens que atiraram contra a guarita são fugitivos ou se tentavam arremessar algo para dentro dos pavilhões  (Foto: Ricardo Araújo/G1)

Um guariteiro trocou tiros com criminosos na tarde desta sexta-feira (13) na Penitenciária Estadual de Parnamirim (PEP), na Grande Natal. De acordo com a direção da unidade, os homens foram identificados próximos a um dos muros da unidade quando foram vistos pelo guariteiro. Ninguém ficou ferido.

De acordo com o diretor da unidade, Adailton Pessoa de Oliveira, o confronto aconteceu por volta das 15h, durante a troca de guarda. "O guariteiro identificou os homens e realizou um disparo de contenção. Foi quando eles efetuaram os disparos na guarita e fugiram", explicou o diretor.

Ainda de acordo com Adailton, os agentes ainda estão apurando se os homens que atiraram eram presos em fuga ou se tentavam arremessar algo para dentro dos pavilhões. "Estamos realizando uma contagem para confirmar se não houve fugas", disse.

Equipes da Polícia Militar foram até a penitenciária e realizaram buscas na região. No entanto, até o fechamento desta matéria ninguém foi preso. Munições e um cartucho de pistola .40 foram encontradas nos entornos do presídio.

Sistema em calamidade

O sistema penitenciário potiguar não passa por um bom momento. E faz tempo. Em março de 2015, após uma série de rebeliões em várias unidades prisionais, o governo decretou estado de calamidade pública e pediu ajuda à Força Nacional. Para a recuperação de 14 presídios, todos depredados durante os motins, foram gastos mais de R$ 7 milhões. No entanto, o sistema permanece em crise. Seis meses depois, o decreto de calamidade foi prorrogado por mais 180 dias e a permanência da Força Nacional também renovada.

Já no dia 17 de março deste ano, o governo do Rio Grande do Norte voltou a renovar o decreto de calamidade no sistema prisional potiguar e mais uma vez pediu socorro à Força Nacional. A renovação da calamidade, por mais seis meses, foi assinada pelo governador Robinson Faria. O documento diz que a renovação tem por objetivo "legitimar a adoção e execução de medidas emergenciais que se mostrarem necessárias ao restabelecimento do seu normal funcionamento".

Fugas

Além das unidades depredadas e da superlotação, as fugas também se tornaram um problema constante para o Estado. Somente este ano, 205 detentos já escaparam do sistema prisional potiguar. Alguns já foram recapturados, mas nem a Secretaria de Justiça (Sejuc) nem a Secretaria de Segurança Pública (Sesed) sabem precisar a quantidade de fugitivos que retornaram aos presídios. A média é de 12 fugitivos por semana.

G1RN