Sessão desta sexta-feira (15) na Câmara pode se estender até a manhã de sábado

15/04/2016

Além do tempo de discurso dado aos partidos, líderes partidários podem pedir tempo também

A primeira sessão de debates do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff pode emendar com a sessão deste sábado (16) marcada para às 11h. Pelas contas da Secretaria Geral da Mesa Diretora da Câmara, os trabalhos desta sexta-feira (15) podem superar 25 horas, uma vez que só PSDB, PT e PMDB usaram até o momento o tempo de uma hora que tinham direito para discursos, faltando ainda 23 partidos se pronunciarem no plenário. No entanto, a Casa ainda não anunciou formalmente se emendará os debates de sexta com sábado.

A única certeza até agora é que a sessão desta sexta-feira avançará a madrugada não só pelo tempo dado aos partidos, como prevê o regimento, mas pelo direito que cada líder partidário tem de pedir, em toda sessão, tempo de líder. Os discursos de líder variam entre três e 10 minutos, conforme o tamanho de suas bancadas. Vários deputados já subiram à tribuna nesta tarde usando o tempo de líder.

Cada sessão na Câmara dura cinco horas e neste momento o plenário realiza a segunda sessão subsequente. A Secretaria Geral da Mesa prevê mais três sessões para concluir os discursos do primeiro dia dos três programados para apreciação do processo de afastamento de Dilma.O PSOL será um dos últimos a usar seus 10 minutos de tempo partidário no plenário e, pela programação, subirá à tribuna entre 4h e 5h desta madrugada. Os discursos serão transmitidos ao vivo pela TV Câmara. “Se nem o desfile da Mangueira ou da Portela no Grupo Especial no Carnaval consegue prender muita audiência, que dirá um partido político”, ironizou o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ).

Para a sessão deste sábado, 249 deputados se inscreveram para discursar por três minutos cada. A Secretaria esperava que 350 parlamentares se inscrevessem hoje. O prazo de inscrição se encerrou às 11h desta manhã. Alguns parlamentares chegaram nas primeiras horas do dia para pegar a fila de inscrição.

Estadão