CNBB conclama Igreja para intensificar combate ao Aedes aegypti
10/02/2016

Segundo o arcebispo, a presidenta Dilma e o ministro da Saúde, Marcelo Casto, se comprometeram a enviar para a CNBB todo o material para orientar a população sobre o combate ao Aedes aegypti.Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Sérgio da Rocha, entregou à presidenta Dilma Rousseff nesta quinta-feira (4) mensagem em que conclama toda a Igreja Católica no Brasil a continuar e intensificar a mobilização no combate ao mosquito transmissor da dengue, do vírus zika e do chikungunya. Em reunião no Palácio do Planalto, à convite da presidenta Dilma, igreja e governo reforçaram o compromisso de unir forças contra a proliferação do mosquito.
“Temos consciência que a igreja tem muito a contribuir, mobilizando, formando as pessoas, ajudando para que nossas comunidades tomem as devidas iniciativas para que a redução desse problema ocorra o mais breve possível”, disse o arcebispo a jornalistas, após a reunião.
Segundo o arcebispo, a presidenta Dilma e o ministro da Saúde, Marcelo Casto, também presente na reunião, se comprometeram a enviar para a entidade todo o material necessário para orientar a população sobre as medidas de combate ao Aedes aegypti.
Dom Sérgio reiterou a importância da união de esforços de todos os brasileiros nesse momento. “Por isso a CNBB, está enviando essa mensagem a todos os bispos do Brasil, para que cada um possa, localmente, na sua diocese, estabelecer parcerias com o poder público local para unir forças”
Microcefalia e aborto
Na mensagem divulgada hoje, a entidade disse que a situação dos casos de microcefalia associados ao vírus zika como emergência internacional decretada pela OMS não deve “levar ao pânico” e se posicionou contra a interrupção de gestação em caso de malformação do crânio de bebês.
“O estado de alerta, contudo, não deve nos levar ao pânico, como se estivéssemos diante de uma situação invencível, apesar de sua extrema gravidade. Tampouco justifica defender o aborto para os casos de microcefalia como, lamentavelmente, propõem determinados grupos que se organizam para levar a questão ao Supremo Tribunal Federal, num total desrespeito ao dom da vida”.
Na nota, a CNBB pede que seja garantida assistência a crianças com microcefalia e à família delas. “A saúde, dom e direito de todos, deve ser assegurada, em primeiro lugar, pelos gestores públicos”.
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