Microcefalia leva governo a decretar estado de emergência
02/12/2015

Para diminuir o impacto das doenças causadas pelo mosquito, Robinson Faria ressaltou a necessidade do apoio do governo federal.
Os numerosos casos de microcefalia registrados no Rio Grande do Norte levaram o governo do estado a decretar hoje (2) estado de emergência para facilitar o combate ao mosquito aedes aegypti, transmissor da dengue, chikunguya e zika vírus – este último que já teve relação com a microcefalia confirmada pela Organização Mundial de Saúde e pelo Ministério da Saúde.
O estado de emergência decretado pelo gestão estadual serve para que o Estado possa suspender e/ou mudar algumas funções do executivo, legislativo ou judiciário em função do combate ao problema, que neste caso é a epidemia das doenças transmitidas pelo aedes aegypti, em especial, a microcefalia.
Além do decreto, o governador Robinson Faria (PSD) disse que o Exército Brasileiro poderá trabalhar junto aos agentes de endemias na luta contra o mosquito transmissor. “Precisamos fazer um combate efetivo ao mosquito, mas para isso, nós precisamos do apoio de toda a sociedade. O governo não pode fazer nada sozinho. “O envolvimento dos governos é fundamental. Precisamos também convocar o exército para participar no combate ao mosquito. Os policiais do exército podem se somar aos agentes para visitar e vasculhar as casas e verificar se os locais têm ou não foco do aedes aegypti”, ressaltou o chefe do Executivo estadual.

Para diminuir o impacto das doenças causadas pelo mosquito, Robinson Faria também disse que é necessário apoio do governo federal. “Eu já pedi uma audiência a presidente Dilma Rousseff para tratar o tema e encontrarmos juntos soluções para o problema”, argumentou o governador do Estado.
Assim como o governador, o secretário de Saúde do Estado, Ricardo Lagreca, fez questão de ressaltar a importância da união. “Precisamos fazer um combate efetivo ao mosquito, mas, para isso nós precisamos do apoio de toda a sociedade. O governo não pode fazer nada sozinho, temos que ter união neste momento”, afirmou.
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