Greve de universidades resiste após 106 dias e afeta até emprego de aluno

10/09/2015

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Foto: L.Adolfo-17.ago.2015/Folhapress

Faltavam três meses para Renan Lopes, 28, se formar em engenharia civil pela UFBA (Universidade Federal da Bahia) e começar a carreira. A formatura ocorreria neste mês. Mas a greve nas universidades federais, que já passou de cem dias, fez com que ele perdesse uma promessa de emprego. E agora corre o risco de perder a segunda.

“As oportunidades que estou perdendo me deixam indignado, porque o mercado está muito difícil”, diz, preocupado, o baiano de Jequié.

Gabriel Lisboa Nakamura, 23, aluno da mesma instituição, também perdeu duas propostas de estágio por causa da greve e conta que colegas seus perderam bolsas de monitoria no período.

Como Renan e Gabriel, estudantes de universidades federais pelo país enfrentam o 106º dia de greve, completado nesta quinta-feira (10).

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A paralisação dos funcionários, iniciada em maio, atinge 60 de 63 instituições, e seis institutos federais, segundo a Fasubra (federação de sindicato dos servidores).

Há professores de braços cruzados em 37 universidades, informa a Andes (sindicato dos docentes), e em quatro institutos federais.

O MEC (Ministério da Educação) diz que procura uma solução e que “mantém diálogo com entidades”.