Ex-campeão do UFC, Tito Ortiz crava: “Ronda não quer enfrentar Cyborg porque sabe que vai perder”

02/09/2015

                               Tito

Por propositura da deputada estadual Márcia Maia (PSB), a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte realizou na manhã desta quarta-feira (2) sessão solene em homenagem aos paratletas potiguares que participaram do Parapan 2015, em Toronto, no Canadá.

“Hoje nos reunimos para homenagear aqueles que escolheram vencer. Mesmo diante das consequências da vida, escolheram não se curvar. São homens e mulheres que mostraram que onde há obstáculos, há superação e elevaram assim o Rio Grande do Norte no nível mais alto, com ou sem medalha”, homenageou Márcia Maia.

Presentes no evento, receberam as homenagens os paratletas Arthur Cavalcanti da Silva, Abner Nascimento de Oliveira, Gustavo da Silva Tavares, Joseano dos Santos Felipe, Joana Neves, Maria Rizonaide da Silva, Terezinha Mulato, Francisco de Assis Avelino, Rildene Fonseca Firmino, Rene Belcassia e Adriano Gomes da Silva. Os atletas Thalita Simplício, Edenia Garcia e Clodoaldo da Silva também foram agraciados.

Em nome dos paratletas, Joana Neves falou da satisfação em receber a honraria da Assembleia. “Trouxemos excelentes resultados para o nosso Estado e estamos felizes em saber que estamos sendo reconhecidos por isso”, afirmou.

O Brasil teve o melhor desempenho de toda a história do evento somando 257 medalhas. O Rio Grande do norte foi representado por 15 atletas, que conquistaram 22 medalhas em várias modalidades, como natação, halterofilismo, atletismo e judô.

Na sessão solene, a deputada Márcia Maia ainda lembrou do desafio do Rio Grande do Norte em implantar políticas públicas para as pessoas com deficiência. “Segundo o IBGE, nós somos o estado com maior número de pessoas com deficiência. Precisamos pensar em uma sociedade acessível a todos, e sem dúvida nenhuma o esporte é um caminho”, falou a parlamentar.

Participaram da sessão solene, deputados, representantes do Governo do Estado e da Prefeitura do Natal e integrantes do comitê paraolímpico.

Ex-campeão dos meio-pesados do UFC, Tito Ortiz é amigo e ex-empresário da campeã peso-pena do Invicta FC, Cris Cyborg, e vem, há tempos, fazendo campanha para que o combate entre a brasileira e a campeã peso-galo do Ultimate, Ronda Rousey, se concretize.

Em entrevista ao Combate.com durante o lançamento de uma loja de calçados em Las Vegas, nos EUA, o agora lutador do Bellator voltou a falar sobre os entraves para que a super luta de MMA feminino saia do papel e afirmou que “Rousey x Cyborg” só não aconteceu ainda por causa da americana:

– Cris é a melhor lutadora desse planeta. Eu não ligo para o que todo mundo diz, sim, a Ronda é ótima, sim, ela é a melhor lutadora peso-galo da atualidade, mas ela nunca enfrentou alguém como a Cris. Todas as lutas que a Ronda já fez na vida foram contra garotas. Ela precisa enfrentar uma mulher como a Cris, porque ela também é uma mulher, não uma garota. Ronda e Cris são duas mulheres que, claramente, são as melhores em suas respectivas categorias. A Cyborg já disse que desceria para o peso-galo e aceitou tudo o que a Ronda exigiu para que essa luta acontecesse, mas a Ronda está inventando todo tipo de desculpa. Primeiro, disse que a Cris tinha que descer de peso, mas quando a Cyborg concordou, a Ronda disse: “Mas eu só quero enfrentá-la na última luta da minha carreira”, ou seja, ela só está procurando por desculpas. Ronda não quer enfrentar a Cris porque ela sabe que vai perder – declarou.

Ortiz, que é treinador de wrestling de Cyborg, acredita que a curitibana tenha condições de descer para a categoria de Rousey de forma saudável e sem perder força. Segundo ele, Cris já vem controlando seu peso há algum tempo e está disposta a fazer o que for preciso para que o duelo finalmente saia do papel.

– No último mês e meio, tenho visto o quão determinada ela está, correndo bastante, cortando peso… Agora ela está pesando cerca de 72,5 kg, o que é bastante leve. A Cris quer bater 61,2 kg. Ela está cansada de ouvir a Ronda falando e os fãs pedindo por essa luta. Ela diz que vai fazer o que tiver que ser feito para que esse duelo aconteça um dia, e ela já está cortando peso para que essa exigência da Ronda não seja mais um empecilho. Agora é uma questão do UFC peitar a Ronda e fazer essa luta acontecer e do córner da Rousey parar de fugir. Cris quer lutar pelos fãs, eu também quero que ela lute pelos fãs, mas também quero que ela lute por ela mesma, para mostrar o quão perigosa é. Ronda nunca sentiu a força de uma mulher como vai sentir quando levar um soco da Cris.

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Para “Bad Boy de Huntington Beach”, “Rousey x Cyborg” é uma luta tão importante para o MMA feminino que teria a mesma magnitude do duelo entre Floyd Mayweather e Manny Pacquiao para o boxe, guardadas as devidas proporções.

– Eu espero que essa luta aconteça um dia. Eu e todo mundo (risos). Acho que é uma luta da magnitude de Manny Pacquião e Floyd Mayweather para o MMA feminino, com a diferença de que essa vai ser uma luta de verdade, com mais ação. Ninguém vai entrar lá para tocar luvas e vencer por pontos. A Cris vai entrar lá para tentar matar a Ronda. Ela não liga para títulos, ela só quer saber de bater na Ronda e calar a boca dela. A Ronda é excelente para o esporte, para o MMA feminino, mas é como algo vazio, ela é o rostinho bonito. A Cris é uma lutadora de verdade, que entra lá e tenta machucar sua adversária da pior forma possível. Acho que a Ronda já notou isso e não quer se machucar – finalizou.

 

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