Polpas de frutas não tinham nada irregular, Procon Natal vacilou

18/07/2015

As polpas produzidas pela empresa Nordeste Fruit, incluindo as dos sabores uva e maracujá, continuam e poderão ser comercializadas normalmente nos supermercados de Natal.

No início do mês, o Procon determinou a retirada dos produtos das freezers dos supermercados, com o argumento que poderiam oferecer riscos à saúde dos consumidores.

A proibição de comercialização das duas polpas foi determinada pelo Procon após requisição de fiscalização feita pela 24ª Promotoria de Defesa do Consumidor.

Em nota à imprensa divulgada nesta sexta (17), o diretor geral do Procon, Kleber Fernandes, explicou que as inadequações técnicas aos Padrões de Identidade e Qualidade (PIQ’S) das polpas foram constatadas pelo Ministério da Agricultura em 2013, mas somente em 18 de junho deste ano, dois anos depois, o órgão tomou conhecimento ao receber o pedido de fiscalização.

A Nordeste Fruit distribuiu um comunicado ao público, salientando que os produtos nunca colocaram em risco a saúde do consumidor. “Prova maior disso é que nesta quinta-feira (16), a chefia do Departamento de Fiscalização do Procon Municipal retornou a todos os estabelecimentos comerciais para oficializar a liberação das polpas, determinada no Parecer Jurídico Nº 30/2015, expedido no último dia 15″, informa a empresa.

O que impressiona, neste caso, é o vacilo cometido pelo Procon de Natal que tomou uma decisão com base numa informação que havia sido repassada havia dois anos.

A bobeira do Procon prejudicou a empresa, colocou uma marca séria sob suspeita, assustou comerciantes e consumidores e certamente causou prejuízos.

Quem vai reparar os danos causados?