Política

[VÍDEO] Polícia Civil do RN e MPE cumprem mandados de busca e apreensão contra o ex-prefeito de Macau, Flávio Veras, sobre suposta compra de votos

04/10/2026

 
 
 
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A Polícia Civil do Rio Grande do Norte, em conjunto com o Ministério Público Eleitoral (MPE), cumpriu, nas primeiras horas deste domingo (4), quatro mandados de busca e apreensão no município de Macau, durante o primeiro turno das eleições.

As medidas foram cumpridas em três endereços, entre residências e estabelecimentos comerciais, e em um veículo, todos relacionados ao ex-prefeito de Macau, Flávio Veras, investigado por suposta compra de votos. Ele é pai da atual prefeita a cidade, Flavinha Veras.

Imagens mostram a suposta prática do crime em Macau e também a abordagem das autoridades ao ex-prefeito. Flávio foi conduzido para prestar esclarecimentos após o cumprimento das medidas judiciais e, posteriormente, liberado.

Os mandados foram expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN), por meio da 30ª Zona Eleitoral de Macau. A ação teve como objetivo apreender elementos que pudessem contribuir para as investigações relacionadas à suposta compra de votos de eleitores no município.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos aparelhos de informática, incluindo notebooks e gabinetes, um aparelho celular, R$ 12.550,00 em espécie, um cheque preenchido no valor de R$ 21.500,00, além de materiais de campanha eleitoral e registros contendo nomes de pessoas e valores que, segundo as investigações, ultrapassam R$ 150 mil.

De acordo com os elementos reunidos na investigação, vídeos anexados aos autos mostram o investigado, supostamente, oferecendo dinheiro a mototaxistas no centro da cidade. Em determinado momento, conforme registrado nas imagens, ele teria jogado o dinheiro no chão e, posteriormente, deixado o local em um veículo. As investigações apontaram ainda que o investigado teria aparecido anteriormente em outro vídeo que circulou na cidade, no qual teria feito declarações capazes de provocar animosidade entre eleitores.

O crime investigado está previsto no artigo 299 do Código Eleitoral, que estabelece pena de reclusão de um a quatro anos, além de pagamento de multa. A investigação segue em andamento para o aprofundamento dos fatos e a análise do material apreendido.

 

BG

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