Notí­cias

Servidores da Fundase suspendem greve e dão prazos ao governo

21/08/2026

Assembleia dos servidores da Fundase - Foto: reprodução

 

Os servidores da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Rio Grande do Norte (Fundase/RN) decidiram suspender a greve iniciada na sexta-feira (14), após assembleia unificada realizada pelo Sindicato dos Servidores Públicos da Administração Indireta do RN (Sinai-RN) e pelo Sindicato dos Agentes Socioeducativos do RN (Sindasern), na tarde desta quinta-feira (20).

A decisão foi tomada durante a apreciação da proposta apresentada pelo Governo do Estado e formalizada em Termo de Cumprimento de Acordo assinado pelo Gabinete Civil (GAC), Secretaria de Estado da Administração (Sead), Fundase e sindicatos.

A suspensão da greve está condicionada ao cumprimento do compromisso de regulamentação definitiva do auxílio-fardamento. Os sindicatos deliberaram que o Governo terá até 5 de setembro para publicar o decreto que regulamentará o benefício. Caso o prazo não seja cumprido, voltarão a se reunir em assembleia no dia 9 de setembro para avaliar os próximos passos do movimento.

Entre os pontos acordados, está o compromisso de pagamento do auxílio-fardamento, em duas parcelas de R$ 750, impreterivelmente, nos meses de novembro e dezembro de 2026.

Auxílio-alimentação e promoções

Outro ponto previsto no acordo é a implantação do auxílio-alimentação a partir de agosto. Nesta quinta-feira (20), a Fundase encaminhou à Sead o processo com a relação das escalas de trabalho referentes ao mês de julho, para fins de processamento do benefício. A partir dos próximos meses, a lista deverá ser encaminhada até o dia 10 do mês subsequente.

Em relação às promoções funcionais, o Governo informou que os servidores que concluíram o estágio probatório já tiveram as progressões implantadas na folha de agosto. Também foi assumido o compromisso de dar continuidade às promoções daqueles que adquirirem estabilidade nos próximos meses.

O Governo também se comprometeu a não aplicar qualquer penalidade aos servidores que participaram da greve.

Para o diretor de Assuntos Jurídicos do Sinai-RN, Felipe Assunção, é preciso reconhecer o avanço obtido a partir da mobilização dos servidores: “A greve não tem um fim em si mesma. A gente faz greve para avançar nos nossos direitos. Tivemos avanços graças à pressão que construímos com a força dos trabalhadores.”

Essa publicação é um oferecimento

CLÍNICA LINHARES - DR. ASSIS ATALIBA - CLÍNICO GERAL