Alta nos combustíveis no RN entra na mira de investigação federal
11/03/2026

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil
O aumento recente no preço dos combustíveis em postos do Rio Grande do Norte entrou na mira de uma investigação federal. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça, enviou nesta terça-feira (10) um ofício ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) pedindo a apuração das elevações registradas em diferentes regiões do país.
Além do RN, o pedido de investigação também envolve postos localizados na Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal. A medida foi tomada após representantes de sindicatos do setor relatarem aumentos nos valores cobrados pelas distribuidoras, mesmo sem anúncio de reajuste por parte da Petrobras nas refinarias.
Segundo a Senacon, há a necessidade de avaliar se os aumentos podem indicar práticas que prejudiquem a concorrência no mercado, como possível alinhamento de preços entre empresas. Em nota, o órgão informou que o objetivo é verificar se houve tentativa de influência para adoção de condutas comerciais semelhantes entre concorrentes.
No Rio Grande do Norte, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sindipostos RN) já havia alertado nas redes sociais sobre a possibilidade de impacto no mercado local. De acordo com a entidade, o cenário internacional tem pressionado o preço do petróleo, especialmente em meio às tensões no Oriente Médio.
Sindicatos de outros estados também demonstraram preocupação com a situação. Em Minas Gerais, por exemplo, representantes do setor afirmam que a defasagem no preço do diesel já ultrapassa R$ 2 em relação ao mercado internacional, enquanto na gasolina se aproxima de R$ 1.
A entidade mineira também relatou restrição na venda por parte de distribuidoras e preços elevados para revendedores independentes, além de relatos de postos com dificuldade de abastecimento.
Representantes do setor defendem que a investigação é importante para esclarecer a origem dos aumentos e evitar que a responsabilidade recaia apenas sobre os postos de combustíveis. A análise do Cade deverá verificar se houve irregularidades na formação dos preços ou se os reajustes estão relacionados a fatores do mercado internacional.
Com informações da Agência Brasil
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