Em Natal, estudantes de Fisioterapia atendem pacientes carentes em casa
06/06/2015
Fernanda Zauli Do G1 RN
Sheyla Damasceno, de 29 anos, diz que atendimento domicilar enriquece o aprendizado (Foto: Fernanda Zauli/G1)
Dona Ledice Ferreira de Moura, de 70 anos, sofre há anos com dores nos joelhos causadas pela artrose. Em dias de crise precisa contar com o auxílio de uma bengala para se movimentar. Para minimizar o incômodo, desde fevereiro ela faz fisioterapia - em casa - duas vezes por semana. Ela é uma das pacientes atendida de forma gratuita na Vila de Ponta Negra por estudantes de Fisioterapia da Universidade Estácio, em Natal. “O trabalho delas alivia a minha dor. Eu sinto que melhora muito. Eu não teria condições de pagar por esse tratamento e se tivesse como pagar não teria como agradecer porque me faz muito bem", diz a aposentada.
Se o atendimento beneficia Dona Ledice e outros pacientes, contribui mais ainda com o crescimento profissional das estudantes. É o que acredita a universitária Sheyla Damasceno, de 21 anos, que passou pouco mais de uma hora atendendo Dona Ledice. "Foi a primeira vez que eu atendi alguém em casa. Se não fosse a fisioterapia talvez ela (Dona Ledice) estivesse bem pior. A fisio tira a dor dela, deixa ela mais ativa, mais independente, se não tivesse a fisio talvez ela tivesse que usar a muleta constantemente. Eu sei que eu estou ajudando ela, mas ela também está me ajudando muito, contribuindo para o meu aprendizado", disse.
Exercícios são realizados na cama do paciente (Foto: Fernanda Zauli/G1)
O trabalho das alunas faz parte do estágio supervisionado da disciplina de Reumatologia. O atendimento é acompanhado e coordenado pela professora da disciplina, Kalyne Cavalcanti. Neste semestre, seis alunas se revezam no atendimento a oito pacientes na Vila de Ponta Negra. Os pacientes foram indicados por agentes de saúde do bairro e são pessoas, em geral, com dificuldades de locomoção.
O atendimento dura, em média, 50 minutos. O G1 acompanhou a estudante Lívia Maria Alves da Silva, de 30 anos, em um dos atendimentos. Ela chegou a casa de Dona Maridalva Correia de Lima, de 58 anos, - diagnosticada com artrose há 4 anos - por volta das 14h30. Antes de dar início aos exercícios, a universitária verificou a pressão arterial, o oxigênio no sangue e a frequência cardíaca da paciente. Todas essas informações foram anotadas em um prontuário que carrega todo o histórico de atendimento de Dona Maridalva. Os prontuários de todos os pacientes passam de turma em turma e cada aluno fica, em média, um mês com o paciente.
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