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Marido simula assalto, mata esposa com tiro na cabeça e é preso; Ele usou celular dela para enviar mensagem no grupo da família após crime 28/09/2025 às 14:00

29/09/2025

Adriano Forgiarini, de 37 anos, foi preso nessa sexta-feira (26/9) , suspeito de assassinar a esposa, Jaqueline Rodrigues Pereira, também de 37 anos. O marido da vítima foi encontrado escondido em um hotel da cidade, após a Justiça expedir mandado de prisão preventiva por feminicídio.

Adriano usou o celular de Jaqueline para enviar uma mensagem no grupo da família. Isso aconteceu depois de ela ser morta com um tiro. As informações foram divulgadas por Walcely de Almeida, delegado da Polícia Civil (PC-PR). Segundo a investigação, Adriano forjou um assalto para assassinar a esposa.

Jaqueline havia se curado de um câncer de mama em março deste ano e, de acordo com a família, estava há 12 anos com Adriano. O casal tem um filho de 11 anos.

O tiro em Adriano foi no peito, de forma superficial. No dia do crime, ele foi levado ao hospital em estado grave, o que, segundo a polícia, reforçou a versão de que os dois tinham sido vítimas de criminosos. No entanto, o ferimento do homem foi causado por ele mesmo.

O crime foi registrado como possível assalto seguido de morte. Na ocasião, segundo a polícia, Jaqueline foi encontrada morta na área externa da casa do casal, com um disparo na cabeça.

O caso é tratado pela polícia como feminicídio por motivo fútil. A motivação, entretanto, não foi divulgada

A conversa no grupo da família registrou o contato de Jaqueline enviando, às 5h31 do dia 13 de setembro, uma mensagem com “bom dia povo”. De acordo com a apuração do delegado, ela foi morta às 5h20 – 11 minutos antes.

“Eles [familiares] acharam a mensagem estranha, porque ela não tinha mania de fazer aquele tipo de mensagem”, contou o delegado.

O grupo no aplicativo de mensagens foi feito para organizar a comemoração do aniversário da mãe de Jaqueline, que é em 14 de setembro – um dia depois da data do crime.

Ele foi preso pelo crime de feminicídio, na tarde de sexta-feira (26), em um hotel da cidade, 13 dias depois da morte de Jaqueline. O crime aconteceu em São Miguel do Iguaçu, no oeste do Paraná.

O delegado explicou que confirmou os horários por meio de uma câmera de segurança da casa do casal. Somente as imagens gravadas na varanda não foram apagadas e, assim, foi possível ver a movimentação no imóvel pelo reflexo da porta de vidro, com áudio.

“E a partir do que a gente tinha de cena do crime, com ajuda da família que deu alguns detalhes, e com os áudios, nós conseguimos chegar à conclusão que ele disparou na cabeça dela por volta das 5h20 da manhã, na cama ainda”, o delegado explicou à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná.

A suspeita também é de que o corpo de Jaqueline foi arrastado até a área.

A arma do crime foi encontrada na propriedade da família.

Conforme o delegado, desde o início da investigação havia suspeitas sobre o relato de Adriano. Ao longo de quase duas semanas, os investigadores ouviram testemunhas, e reuniram provas que indicaram a participação dele no crime.

Uma sobrinha da vítima, que não quis se identificar, contou ao g1 que a família não desconfiou da história do assalto e foi difícil acreditar que Adriano havia matado a esposa.

“A relação deles parecia ser muito tranquila. Eles viviam bem, não tinha violência nem nada. No começo a gente não desconfiava que foi ele o autor do crime, mas foi surgindo provas e foi muito difícil de acreditar”, disse a sobrinha.

 

Informações g1/Metrópoles

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