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Vítima de agressão com 61 socos no elevador em Natal fala sobre a recuperação: “Estou me recuperando, mas com muitas sequelas”

23/09/2025

Foto: Francisco de Assis/CMN

 

Juliana Garcia, jovem de Natal (RN) que comoveu o país no fim de julho ao ser brutal.mente ag.redida com 61 soc.os dentro de um elevador, esteve no Rio de Janeiro a convite da vereadora Talita Galhardo e concedeu uma entrevista exclusiva ao Portal Léo Dias. Emocionada, ela falou sobre o processo de recuperação física e psicológica após o ata.que, que foi registrado como tentativa de femi.nicídio.

“Estou me recuperando, mas ainda com algumas sequelas do ocorrido. Com muito tratamento médico, estou restabelecendo minha saúde”, contou Juliana. Ela relatou que passou por uma cirurgia de reconstrução facial, onde foram implantadas sete placas de titânio e 31 parafusos para reparar os gr.aves fer.imentos.

Apesar do avanço no tratamento, Juliana ainda sofre com limitações. “Tenho um lado do rosto, o mais agr.edido, que ficou paralisado. Aos poucos está voltando, mas não temos garantia se vai recuperar totalmente. Meu olho direito lacrimeja sem parar e minha boca ainda não funciona de forma normal”, explicou.

Além das sequelas físicas, as marcas emocionais também são profundas. “Graças a Deus tenho muito amparo. Faço terapia quatro vezes por semana, acompanhamento psiquiátrico e uso medicação. Mas é difícil, o estresse pós-traumático fica, principalmente em lugares públicos”, disse.

 
 
 
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Questionada sobre o medo de voltar a usar elevadores, Juliana afirmou que trabalha para não se deixar paralisar pelo trauma. “Medo é algo normal, mas procuro não permitir que isso me impeça de viver. Trabalho muito na terapia para superar esse bloqueio.”

Quando perguntada se pensa em se relacionar novamente, Juliana foi direta: “Neste momento não tenho esse objetivo. Depois de tudo que aconteceu, preciso focar em mim mesma.”

O agressor, Igor Cabral, responde por tentativa de feminicídio e o caso segue em investigação. Juliana se tornou um símbolo de resistência e usa sua história para alertar sobre a violência contra a mulher.

 

Por Ricardo Lobo – esmordaça.com

 

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