Moraes amplia monitoramento na área externa da casa de Bolsonaro: Polícia Federal teme que o ex-presidente pule muro de vizinho para fugir de condomínio
31/08/2025


Foto: Vinícius Schmidt /Metrópoles /2Reprodução
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ampliou, neste sábado (30), o monitoramento na área externa da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar e é monitorado por tornozeleira eletrônica.
Desde quarta-feira (27) policiais penais do Distrito Federal realizam o monitoramento em tempo integral da casa do ex-presidente.
Moraes determinou que a Polícia Penal do Distrito Federal realize vistorias em veículos, incluindo os porta-malas, que deixam a residência do ex-presidente, além do monitoramento presencial na área externa da residência, em razão da existência de ‘pontos cegos’.
As vistorias deverão ser devidamente documentadas, com a indicação dos veículos, motoristas e passageiros.
A Polícia Federal fez um estudo do condomínio de Jair Bolsonaro com base em imagens aéreas feitas por drones e concluiu que o ex-presidente pode pular com facilidade o muro de um vizinho e sair escondido dentro de um carro rumo à embaixada dos EUA, onde pediria asilo.
De acordo com croquis feitos com base nestas imagens, a casa de Bolsonaro tem dois vizinhos laterais e três vizinhos na parte de trás da residência, onde fica o jardim.
Os policiais que fazem vigilância na parte de fora da casa conseguiriam ver com facilidade qualquer tentativa do ex-mandatário de saltar os muros das casas laterais. Caso ele decida pular os muros dos fundos, no entanto, ficaria fora da visão da segurança.
Uma vez na casa de algum vizinho, Bolsonaro poderia entrar em um carro, se abaixar dentro dele e sair escondido pela portaria já que os automóveis não estão sendo revistados. O uso da tornozeleira eletrônica também não preveniria a fuga pois a sede da diplomacia norte-americana fica a dez minutos do condomínio.
Quando os que monitoram os movimentos do ex-presidente percebessem o deslocamento, ele já teria chegado e se abrigado na embaixada.
Na opinião de agentes da PF, isso justifica o pedido da corporação de manter uma equipe de policiais dentro da casa de Bolsonaro 24 horas por dia.
Na decisão, Moraes destacou um ofício da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do DF, que relata dificuldades no monitoramento do ex-presidente. “[A residência] do senhor JAIR MESSIAS BOLSONARO possui imóveis contíguos nas duas laterais e nos fundos, o que causa a existência de pontos cegos”, diz o documento.
Na segunda-feira (25), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a ampliação do monitoramento do ex-presidente.
Em documento enviado ao STF, a PGR avaliou que até poderia haver um aumento na fiscalização do cumprimento prisão domiciliar, com monitoramento da parte externa da residência com câmeras, mas que não havia necessidade de colocar agentes no interior da casa, como havia sugerido a Polícia Federal.
“Observo que não se aponta situação crítica de segurança no interior da casa. Ao que se deduz, a preocupação se cingiria ao controle da área externa à casa, contida na parte descoberta, mas cercada do terreno, que confina com outros tantos de iguais características. Certamente, porém, que há se ponderar a expectativa de privacidade também nesses espaços”, declarou Gonet.
Nesta semana, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou o monitoramento de Bolsonaro em tempo integral.
Com informações do g1/Folha de São Paulo
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