Empresário preso que negava crime, confessa ter matado gari durante discussão de trânsito
20/08/2025

Em um novo interrogatório, realizado nesta segunda-feira (18), o empresário Renê da Silva Nogueira Junior, 47 anos, confessou ter ma.t@do o gari Laudemir de Souza Fernades após uma discussão de trânsito em Belo Horizonte
Disse também que a esposa dele, a delegada Ana Paula Lamego Balbino Nogueira não tinha conhecimento de que ele pegou a arma. Informou também que esta foi a primeira vez que ele usou o armamento dela.
O suspeito teria confessado o cri.me após imagens de câmeras de segurança flagrarem ele com a arma usada no crime ao chegar em casa. Também nessa segunda-feira, os advogados contratados por ele abandonaram o caso.

Segundo fontes ligadas à investigação, a confissão foi realizada em depoimento no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), nesta segunda-feira (18).
Renê foi preso em uma academia no último dia 11, horas após a morte de Laudemir. O empresário ameaçou a motorista do caminhão da limpeza urbana porque queria passar com o carro na rua onde o caminhão estava parado. Os colegas de equipe foram defender a mulher e foi neste momento que o empresário atirou e atingiu o gari.
O promotor Guilherme de Sá Meneghin argumentou que Renê foi reconhecido por testemunhas como autor dos disparos, utilizando a arma da esposa, o que configura responsabilidade solidária entre os dois.
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pediu o bloqueio de bens no valor de R$ 3 milhões de Renê da Silva Nogueira Júnior e da esposa dele, a delegada Ana Paula Lamego Balbino Nogueira. A medida foi ajuizada pela defesa de Laudemir e tem como objetivo impedir que os bens do casal sejam desviados antes que os familiares do gari recebam a devida indenização.
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