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Lula recua e Planalto quer esfriar crise com Trump e esperar até agosto para avaliar “retaliação”

10/07/2025

Foto: Reprodução

 

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva optou por adotar uma postura mais cautelosa em relação à crise desencadeada pelo anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1° de agosto.

Inicialmente, Lula havia sinalizado uma resposta imediata com base na Lei de Reciprocidade Econômica, mas o Palácio do Planalto decidiu esfriar o embate diplomático, evitando anúncios de retaliação até que as tarifas americanas entrem em vigor. A estratégia visa preservar a soberania brasileira sem escalar o conflito, enquanto o governo avalia os impactos econômicos e busca negociações para mitigar os efeitos da medida.

A decisão de aguardar até agosto reflete a preocupação com as possíveis repercussões econômicas, especialmente em setores como agroindústria, siderurgia e aviação, que podem sofrer com a taxação.

O Planalto também considera que uma resposta precipitada poderia agravar a situação, especialmente diante das ameaças de Trump de aumentar ainda mais as tarifas em caso de retaliação brasileira. Enquanto isso, o governo mantém diálogo com aliados internacionais, como os países do Brics e do Mercosul, para articular uma posição coordenada, além de avaliar a possibilidade de recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) caso as negociações com os EUA não avancem.

 

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