Amigo lamenta morte de atleta do RN durante competição e relembra infância juntos: ‘Me inspirou muito a jogar’
24/06/2025

Foto: Reprodução
Natural de Canguaretama, no Rio Grande do Norte, o atleta de Artur Guilherme Silva Martins, de 23 anos, que morreu enquanto disputava uma partida do Circuito Tocantinense de Futevôlei, em Palmas, começou a tomar gosto por esportes ainda criança.
Artur Guilherme passou mal durante o Circuito, no domingo (22). Segundo informou a Polícia Militar (PM), as equipes de saúde do evento prestaram os primeiros socorros, mas o atleta acabou morrendo. As causas do que o levou a passar mal não foram divulgadas.
O amigo de infância José Henrique Matias, de 22 anos, esteve presente desde essa fase e ainda não acredita na perda.
“A gente era pequeno, jogava no time de futebol da nossa cidade, sempre brincava de bola no campinho que tinha por lá, atrás das nossas casas. Ele foi crescendo e fomos contando histórias juntos. O Artur sempre jogou futevôlei há mais tempo que eu. Ele faz parte também de uma conquista que eu tive, porque ele me inspirou muito a jogar, no começo”, contou o José Henrique, que também é atleta do futevôlei.
O amigo José Henrique, que é conhecido como Neguinho, explicou que atuando no mesmo esporte, eles chegaram a morar juntos em outro estado, buscando o sonho deles de se tornarem atletas profissionais.
“Em 2022 a gente teve a oportunidade de jogar em Goiás e morar junto também. A gente passou um ‘perrengue’ juntos, em quatro meses. A gente dormia no chão, às vezes não tinha o dinheiro do café. A gente esperava chegar o almoço para comprar a janta. Isso é uma das coisas que mais significa para mim, da minha história com ele. Essa perda me comoveu muito porque ele era um moleque sangue bom. Eu sempre contava minhas coisas para ele, ele sempre contava as coisas dele para mim”, disse o amigo, lamentando a morte de Artur.
Depois da experiência em Goiás, os dois voltaram para a cidade natal em momentos diferentes. Na construção da carreira no esporte, até chegaram a jogar um contra o outro em Rio Grande do Norte. Mas isso nunca os afastou ou estremeceu a amizade, segundo José Henrique. De tanto que estavam juntos, ele contou que a amizade com Artur só cresceu ao longo dos anos.
“Nossa amizade foi ficando cada vez mais bonita de se ver. Todo mundo via e falava que a gente era unha e carne. Isso significava muito para mim, a gente sempre teve uma amizade sincera”, disse.
Segundo o amigo, atualmente Artur trabalhava em Uberlândia e estava em Palmas para o Circuito de Futevôlei sozinho. Como a morte foi repentina, José Henrique afirmou que ainda está chocado com o que aconteceu.
“Eu queria muito ver ele no cenário brasileiro ainda. É uma notícia que chocou não só o Rio Grande do Norte, mas o mundo do futevôlei e quem conheceu ele pelo jeito de ser, aquele menino tímido que onde ia ganhava a galera. Sempre vai ficar lembrado não só no futevôlei, mas em toda a minha vida”, lamentou o amigo.
g1/RN
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