Notí­cias

‘Dá uma dor no coração, de quase de morrer. Deixei na mão dela, acreditando que era uma pessoa boa’, diz avô sobre neta que desviou R$ 200 mil

27/05/2025

                                                                Foto: Reprodução

 

O idoso de 87 anos que teve cerca de R$ 200 mil desviados pela própria neta, de 35 anos, afirmou que confiou nela para administrar as finanças porque acreditava que ela era uma “pessoa boa”.

“Dá uma dor no coração, quase de morrer. Às vezes fico pensando assim: a coragem de uma pessoa dessa… Eu franquear tudo, deixei na mão dela, acreditando que ela era uma pessoa boa, e ela ter coragem de roubar nesse tipo. Isso é roubar. Eu trabalhei desde piá, toda vida, nunca peguei 10 centavos de ninguém. Por que que agora vem uma sem vergonha dessa me roubar?”, desabafou o avô.

O golpe, que ocorria desde 2021, foi descoberto porque o IPVA ficou atrasado por três anos, mesmo com o idoso dando dinheiro à neta para o pagamento. O filho procurou o gerente do banco onde o idoso tem conta e descobriu que a mulher estava fazendo transferências para a própria conta.

“Eu conversei com o gerente. Ele olhou a conta e falou: ‘Aqui não tem dinheiro nenhum’. Daí ele falou assim para mim: ‘Seu pai recebeu um precatório de R$ 123 mil e aqui tem umas transferências. Eu falei: ‘Como assim, transferências?’. Tirei os extratos e fui descobrindo tudo”, relatou.

Segundo o delegado Gabriel Munhoz, os valores desviados eram provenientes da aposentadoria mensal que o idoso recebe e de um precatório (dívida paga após processo judicial).

“O inquérito revela que a suspeita entregava apenas parte do valor da aposentadoria ao idoso, alegando que o restante estava guardado. Quando questionada sobre o décimo terceiro salário pelo idoso, afirmava que ‘o Lula tinha cortado’, evidenciando seu dolo e desprezo pelo avô”, afirma Munhoz.

Conforme o delegado, os desvios começaram em 2021, quando a neta passou a ser responsável por cuidar das finanças do idoso.

O advogado da neta, Fernando Madureira, disse que “os fatos não se deram como relatados pela autoridade policial” e que contribuía voluntariamente para a manutenção do avô.

“Mesmo não tendo ocorrido qualquer fraude, a acusada pretende ressarcir ao avô pelos valores emprestados”, disse o advogado.

Ela prestou depoimento à polícia e foi liberada para responder em liberdade.

 

Essa publicação é um oferecimento

NEGA MALUCA