Filha usa bebê reborn como terapia para mãe com Alzheimer
27/05/2025
Foto: Reprodução
Os primeiros sinais do Alzheimer em Maria Alice começaram em 2018, com esquecimentos e perdas de memória. A filha dela, Rai Lima, economista sergipana que mora em Curitiba (PR), buscou uma especialização em gerontologia para entender melhor a situação da mãe, que vive em Aracaju (SE).
Após diversas pesquisas, Rai encontrou na terapia com boneca uma forma de aliviar os sintomas do avanço da doença. A bebê reborn, batizada com o mesmo nome da mãe – Alice -, passou a ser um instrumento de vínculo emocional e de presença.
“Ela interage pouco hoje, mas quando está com a boneca no colo, segura forte, não quer largar. Se tentam tirar, ela resiste, diz ‘não’ ou segura com o braço. Isso é acolhimento. É como se estivesse abraçando a mim ou ao meu irmão ou aos netos dela”, afirma Rai.
Segundo ela, a terapia também ajuda a acalmar Maria Alice. “Se minha mãe está agitada, atrofiando as mãos, peço que vejam se ela precisa de algo: água, fralda… Mas, muitas vezes, só o toque da boneca a acalma. Quando colocam a boneca no colo dela, ela relaxa. Se tentam tirar, ela segura forte ou até reclama. É o jeito dela se expressar, de dizer que aquilo faz bem.”
Agora RN
Essa publicação é um oferecimento

