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Apresentador Cézar Tralli relembra da irmã com deficiência ao defender inclusão: “A dignidade que você traz, pra esse ser especial, e pra família, não tem nada no mundo que pague”

24/05/2025

O apresentador César Tralli emocionou os telespectadores nesta sexta-feira (23/5) ao quebrar o protocolo ao vivo durante o Jornal Hoje, fazendo um desabafo sobre a importância da inclusão de pessoas com deficiência nos espaços educativos e no mercado de trabalho.

 
 
 
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A fala do jornalista ocorreu após a exibição de uma reportagem que apresentou dados do Censo de 2022, revelando que cerca de 21% das pessoas com deficiência (PCDs) com 15 anos ou mais são analfabetas. A matéria também destacou as diversas barreiras enfrentadas por essa população para acessar oportunidades no mercado de trabalho formal.

Comovido, Tralli compartilhou sua experiência pessoal, reforçando a urgência do tema. “É impressionante como as portas costumam ficar muito mais fechadas do que abertas. E aí é um esforço da família para abrir alguma porta. Quem tem um filho, um parente assim, sabe muito bem o que é. Eu tive uma irmã com deficiência física e intelectual e sei o esforço que foi na minha casa, especialmente da minha mãe, para conseguir essa inclusão”, afirmou o âncora.

Ele relatou que, após muita insistência, sua mãe conseguiu matricular a filha em uma escola. “Ela começou a estudar, com todas as dificuldades, claro. Depois foi trabalhar numa biblioteca, chegou a ser registrada e ganhava meio salário-mínimo por mês”, contou.

Tralli finalizou o desabafo ressaltando o impacto positivo da inclusão. “A dignidade que você traz para esse ser especial e para a família não tem nada no mundo que pague. Isso não tem preço. Quem vive essa realidade sabe o valor que tem uma porta aberta. E quem aceita conviver com uma pessoa com deficiência se torna um ser humano muito melhor, porque aprende a tratar com respeito e carinho.”

Gabriela Tralli, irmã do jornalista, faleceu em 7 de abril de 2018, aos 40 anos. Ela nasceu com a síndrome de Noonan, uma condição genética rara que compromete o desenvolvimento físico e pode causar problemas cardíacos, baixa estatura e características faciais específicas.

Após sua morte, Tralli fez homenagens à irmã nas redes sociais. Em uma publicação no Instagram, ele destacou os valores que aprendeu com Gabriela e descreveu a convivência como uma experiência marcante. “Você foi uma grande mestra para mim”, escreveu o jornalista.

No dia 13 de junho daquele mesmo ano, data em que Gabriela completaria 41 anos, Tralli voltou a homenageá-la. Ele descreveu a ausência da irmã como um sentimento “estranho e doído” e reforçou o laço que os unia.

 

Blog de Daltro Emeremciano

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