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Atual comandante da Marinha nega ter recebido ordens para impedir a posse de Lula ou dar golpe de Estado: “Nunca soube de reuniões sobre golpe, só pela imprensa”

24/05/2025

O almirante Marcos Olsen, comandante da Marinha, afirmou, nesta sexta-feira (23), que não tinha conhecimento de reuniões para tratar de um suposto golpe de Estado em 2022. A declaração foi dada à Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da ação penal que investiga a trama golpista.

“Nenhuma ciência absolutamente. Ignorava o acontecimento dessas reuniões”.

O questionamento foi feito pelo Procurador-Geral da República (PGR), Paulo Gonet. Olsen foi arrolado como testemunha do ex-comandante da Marinha, almirante Almir Garnier, que é réu no processo.

Segundo Olsen, tudo o que soube sobre o assunto foi via imprensa. O almirante disse também que desconhecia qualquer plano de mobilizar tanques para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em janeiro de 2023.

“Em nenhum momento houve ordem, planejamento ou mobilização de veículos blindados para impedir os poderes constitucionais”, afirmou.

Depoimentos

Além de Olsen, também foram ouvidos na tarde desta sexta-feira o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), vice-presidente no governo de Jair Bolsonaro (PL), e o ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo.

A audiência com Rebelo foi palco para bate-boca, com Moraes ameaçando prender o ex-ministro, após ele dizer não admitir “censura”.

Já Mourão afirmou desconhecer qualquer reunião que planejasse tentativa de golpe de Estado e culpou o governo Lula pela desordem na capital federal no 8 de Janeiro.

 

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