Filhos são presos após 6 meses dormindo com o cadáver do pai em casa: “Caso intrigante e macabro”
22/05/2025
Foto: Reprodução
O corpo de um idoso em estágio avançado de decomposição foi encontrado na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, na quarta-feira (21). Os filhos foram presos por manter o cadáver do pai em casa durante pelo menos seis meses.
A Polícia Civil foi acionada pelos vizinhos, que sentiram falta do italiano Dario Antônio Rafaele D’Otavio, de 88 anos. Os filhos Marcelo e Tânia tentaram impedir a entrada dos agentes, que precisaram arrombar a porta do imóvel.
“É uma cena bem chocante, ver um idoso já no estado de esqueletização”, relatou o delegado Felipe Santoro ao Balanço Geral.
“O que nos choca ainda é a convivência dos filhos há pelo menos seis meses naquele ambiente totalmente insalubre. A gente acredita inclusive que a filha Tânia dormia no mesmo quarto que o pai”, revela.
Segundo o delegado, Tânia e Marcelo apresentaram “traços de psicopatia” e foram internados em um hospital municipal na Ilha do Governador. Os investigadores apuram o grau de discernimento dos irmãos que ocultaram o cadáver do pai.
“É um caso muito intrigante e macabro, pensar que dois irmãos conviveram por pelo menos seis meses com o pai morto dentro de casa”, disse o delegado Felipe Santoro, titular da 37ª DP. “Estamos investigando se houve motivação financeira, se eles estavam acessando aposentadoria ou benefícios em nome do idoso. Ainda é uma fase preliminar, mas os indícios apontam nessa direção.”
A Polícia Civil investiga a motivação por trás do crime. Até o momento, principal hipótese é de que os filhos mantiveram o cadáver do pai em casa para continuar recebendo benefícios como aposentadoria.
Os irmãos Tânia e Marcelo não possuem ocupação remunerada. No entanto, policiais encontraram aparelhos eletrônicos recém-comprados na residência, o que levantou suspeita.
“A gente acredita que tem um interesse financeiro, mas ainda vamos analisar todos esses fatos para conseguir elucidar essa tragédia, esse crime bárbaro”, garantiu o delegado Felipe Santoro.
Além de ocultação de cadáver, os suspeitos podem responder por homicídio, caso seja comprovado que mataram Dario Antônio Rafaele D’Otavio.
Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão, os policiais se depararam não só com o cadáver, mas também com bens recém-adquiridos, com aparência de novos. A cena reforçou uma suspeita que já vinha sendo levantada: os irmãos poderiam estar se beneficiando financeiramente da morte do pai, mantendo o corpo em um quarto da residência para continuar recebendo seus proventos.
CNN /R7/nd+
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