Casal que sonhava em ter filhos entra na fila para adotar duas crianças e acaba saindo com cinco irmãos: ‘Oravam para não serem separados’
21/05/2025

A pedagoga Jeniffer Aparecida Amaral Souza de Oliveira e o consultor financeiro Julio Cesar Soares de Oliveira sempre sonharam em ter filhos. Após passarem anos tentando engravidar, eles decidiram entrar na fila da adoção em busca de duas crianças, entre 0 e 7 anos.
A busca pela família que os dois imaginavam, no entanto, mudou de figura quando eles conheceram cinco irmãos e não quiseram separá-los. Para o casal, a escolha foi fácil – e emocionante, já que eles se sentiram conectados às crianças assim que receberam o contato da equipe técnica questionando se queriam adotá-las.
“Há crianças que são consideradas ‘inadotáveis’. São aquelas com deficiência, as mais velhas, adolescentes e os grupos de irmãos. […] Eles ficaram no abrigo esperando e ficaram esperando por nós! A gente tem certeza disso porque eles também oravam pelos pais, e oravam pra não serem separados”, afirma.
Jeniffer e Julio passaram 17 anos sonhando em ter filhos. Ao todo, passaram sete meses na fila de habilitação e mais um ano e dois meses na fila de adoção. De acordo com eles, coincidentemente, o tempo deles na fila foi o mesmo tempo que as crianças ficaram no abrigo esperando por uma família.
Jeniffer destaca que quando grupos de irmãos ficam muito tempo na fila de adoção, costumam ser separados e adotados por famílias diferentes – o que estava prestes a acontecer com as crianças acolhidas por ela e pelo marido.

Como não poderia deixar de ser, a adoção dos cinco irmãos foi acompanhada de desafios, como a adaptação de crianças e adolescentes de idades diferentes em um ambiente totalmente novo e a adequação dos tamanhos da casa, que foi ampliada, e do carro, que foi trocado por um de sete lugares.
Passados dois anos da adoção, atualmente Jeniffer tem 41 anos e Julio, 39. Os filhos têm idades entre 3 e 14 anos. Todos receberam os sobrenomes do pai e da mãe, Souza de Oliveira, e também o amor da nova família.
Por Millena Sartori, g1/PR
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