Bolsonaro deixa hospital 21 dias após cirurgia no intestino; veja vídeo

05/05/2025

                                Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo

 

O ex-presidente Jair Bolsonaro teve alta neste domingo, 21 dias após fazer uma cirurgia de 12 horas no intestino em função de uma obstrução. Ele deixou o hospital por volta das 11h. O hospital ainda não divulgou o boletim médico.

Bolsonaro estava desde a noite de 12 de abril internado no DF Star, um hospital particular em Brasília. Na manhã seguinte, ele foi submetido a uma cirurgia, que teve 12 horas de duração.

Foi a sétima cirurgia desde que Bolsonaro foi vítima de uma facada, em 2018. Segundo a equipe médica, a interveção deste ano foi uma das “mais complexas”.

— Quem vai me fazer seguir as recomendações médicas é a Michele — disse Bolsonaro, ao deixar a unidade médica, diante dos pedidos para falar menos.

Em uma fala rápida, ele defendeu anistia para os condenados pelos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023.

— O que mais doe no coração da gente são pessoas inocentes com ate 17 anos de cadeia. Quando a esquerda ja foi perdoada — afirmou.

Bolsonaro cumprimentou um grupo de apoiadores que o esperava na saída do hospital e deixou a região do DFStar de carro.

Antes da alta, o ex-presidente utilizou uma rede social para agradecer os médicos que lhe atenderam, equipe chefiada por Cláudio Birolini: “Obrigado Dr Cláudio Birolini e equipe. Volto para casa renovado”.    

 
 
 
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Boletim mostrou melhora no sábado

O boletim médico divulgado no sábado já indicava a melhora do quadro de saúde e a possibilidade de que ele deixasse a internação nos “próximos dias”.

De acordo com o texto, Bolsonaro estava reagindo com boa aceitação da dieta pastosa, mantendo a programação para início de dieta por via oral.

“Segue intensificando diariamente a fisioterapia motora e recebendo as medidas de prevenção de trombose venosa. Permanece a orientação de restrição de visitas, com previsão de alta hospitalar nos próximos dias”, informou o boletim. Conforme o hospital, Bolsonaro estava estável clinicamente, sem dor ou febre e com pressão arterial controlada.

Bolsonaro já havia deixado a UTI na tarde da última quarta-feira, após 17 dias de cuidados intensivos. Esta foi a sexta operação realizada desde 2018, quando foi vítima de uma facada durante a campanha na qual se elegeu presidente da República. Todas as cirurgias foram feitas em decorrência da sequela desse ferimento.

O procedimento, uma “laparotomia exploradora”, consiste em cortar o abdome para examinar os órgãos internos. No caso do ex-presidente, houve o diagnóstico de retenção do trânsito do intestino. O objetivo, então, foi desfazer as “aderências” que bloquearam a digestão do paciente. Depois, houve a reconstrução da parede abdominal, feita para reforçar a musculatura dessa parte do corpo.

Segundo médicos da equipe responsável pela cirurgia, a obstrução intestinal era resultante de uma dobra do intestino delgado que dificultava o trânsito intestinal e que foi desfeita durante o procedimento. O ex-presidente passou mal no Rio Grande do Norte, após sentir os efeitos da retenção intestinal, e foi transferido no dia seguinte para o Distrito Federal.

 

O Globo