Michelle auxilia Bolsonaro em caminhada pelo hospital

16/04/2025

A ex-primeira-dama Michelle apareceu em um vídeo na terça-feira (15) auxiliando o marido | Foto: Reprodução/Instagram

 

O perfil do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) nas redes sociais divulgou um novo vídeo em que ele aparece caminhando nos corredores do hospital ao lado da esposa, Michelle Bolsonaro. Ele segue internado no DF Star, em Brasília, sem previsão de alta. A resposta inicial de Bolsonaro à cirurgia de reconstrução da parede abdominal à qual foi submetido no domingo tem sido positiva na avaliação da equipe médica.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro apareceu em um vídeo na terça-feira (15) auxiliando o marido e ex-presidente, Jair Bolsonaro, durante recuperação. Ele passou por uma cirurgia de desobstrução do intestino no último domingo (13), e permanece internado, em Brasília, sem previsão de alta.

Boletim médico do Hospital DF Star divulgado ainda nesta terça afirma que o ex-chefe do Executivo tem previsão de realizar fisioterapia motora e respiratória. Em vídeo divulgado pelo hospital, Michelle aparece massageando os pés e a panturrilha do marido.

O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou nas redes sociais que está “concentrado” na recuperação da cirurgia e disse que a intervenção foi a mais “invasiva” pela qual já passou. Essa foi a sétima operação realizada desde 2018 na região em que foi atingido por uma facada. Ele publicou um vídeo em que aparece caminhando nos corredores do hospital.

As visitas estão restritas aos familiares, por orientação médica e pedido da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro a aliados.

Bolsonaro também agradeceu quem está respeitando a orientação passada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que restringiu as visitas nesse momento apenas aos familiares.

“Agradeço, com muito carinho, aos amigos que estão respeitando esse momento delicado, compreendendo que, por orientação médica, apenas familiares e profissionais de saúde estão autorizados a acompanhar de perto. Isso é essencial para evitar conversas e estímulos que possam causar dilatação e até mesmo descolamento da parede abdominal — riscos que precisam ser evitados com máxima cautela frente ao enfrentado na sala de cirurgia”, completou.

O procedimento durou mais de 12 horas e visava reconstruir a parede abdominal e eliminar aderências (quando as paredes do intestino se grudam). O ex-presidente ainda recebe nutrição parenteral, técnica em que a alimentação é feita por uma solução líquida administrada por via intravenosa.

Nem o ex-presidente, nem Michelle falam no vídeo. Mas a ex-primeira-dama sorri ao longo da caminha, que é acompanhada de integrantes da equipe médica e de enfermagem.

Apoiadores

Em frente ao hospital, apoiadores permanecem acampados com uma bandeira do Brasil. Um grupo de aproximadamente 15 pessoas fez uma oração no local, no início da tarde. O ex-presidente Jair Bolsonaro ainda não pode receber visitas na UTI do hospital em que está internado e a divulgação de boletins médicos sobre seu estado de saúde depende de mudanças em seu quadro clínico, além da aprovação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Como foi a cirurgia

No último domingo, o ex-presidente precisou passar por uma cirurgia de mais de 12 horas para desobstruir parte do intestino. A intervenção foi considerada de “grande porte” e teve o objetivo de descolar as chamadas “aderências” no órgão e reconstruir a parede abdominal.

O último boletim médico, divulgado no final da tarde desta segunda-feira, indicava que Bolsonaro estava sem dor e sem sangramentos. O ex-presidente já conseguiu sentar no leito e dar alguns passos com auxílio.

A expectativa é que seja uma internação hospitalar de pelo menos duas semanas. Até o momento, Bolsonaro está se alimento por via intravenosa.

O ex-presidente passou por uma “laparotomia exploradora”, procedimento que consiste em cortar o abdome para examinar os órgãos internos. No caso de Bolsonaro, houve o diagnóstico de retenção do trânsito do intestino. O objetivo, então, foi desfazer as “aderências” que bloquearam a digestão do paciente. Depois, houve a reconstrução da parede abdominal, feita para reforçar a musculatura dessa parte do corpo.

A obstrução intestinal foi resultante de uma dobra do intestino delgado que dificultava o trânsito intestinal e que foi desfeita durante o procedimento.

O ex-presidente passou mal na última sexta-feira, no Rio Grande do Norte, após sentir os efeitos da retenção intestinal e foi transferido no dia seguinte para o Distrito Federal. O problema de saúde do ex-presidente é uma sequela do ataque a faca contra ele há sete anos, durante a campanha de 2018.

Internação tem boletins com aval de Michelle

O ex-presidente Jair Bolsonaro ainda não pode receber visitas na UTI do hospital em que está internado, em Brasília, e a divulgação de boletins médicos sobre seu estado de saúde depende de mudanças em seu quadro clínico, além da aprovação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

A resposta inicial de Bolsonaro à cirurgia de reconstrução da parede abdominal à qual foi submetido no domingo tem sido positiva na avaliação da equipe médica. O procedimento durou mais de 12 horas e visava reconstruir a parede abdominal e eliminar aderências (quando as paredes do intestino se grudam). O ex-presidente ainda recebe nutrição parenteral, técnica em que a alimentação é feita por uma solução líquida administrada por via intravenosa.

A vedação a visitas ocorre por determinação médica. O ex-presidente deve ficar internado por pelo menos duas semanas e ainda não há previsão de alta da UTI. A divulgação dos boletins médicos dependerá da evolução do quadro de saúde de Bolsonaro, segundo o hospital. O conteúdo dos documentos também passa pela aprovação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Neste momento inicial pós-operatório, o principal fator de atenção da equipe médica é como o organismo do ex-presidente reagirá à acomodação do intestino. “As primeiras 48 horas após a cirurgia são fundamentais para avaliar nossa recuperação”, afirmou Bolsonaro em um post em suas redes sociais. O ex-presidente publicou nas redes um vídeo em que aparece caminhando com auxílio de um equipamento e enfermeiros.

“Esse é o período em que os órgãos que foram manipulados durante o procedimento de mais de 12 horas começam a desinflamar, permitindo observar os primeiros sinais de uma real situação”, segue o texto publicado pelo ex-presidente.

Em cirurgias complexas como a que Bolsonaro foi submetido, um dos principais riscos é o de não adaptação à posição do órgão na cavidade abdominal, disse ao uma pessoa familiarizada com o caso de Bolsonaro. Cirurgias no intestino são mais propensas a esse risco devido ao comprimento do órgão. Além disso, há ainda o risco de infecções hospitalares, inerente a qualquer cirurgia, mas mais relevante em pacientes mais frágeis.

 

Fonte: Tribuna do Norte