‘Meu filho entrou andando e saiu em um saco’: morte de criança com autismo após suposto erro médico é investigada

14/12/2024

                                              Foto: Reprodução

 

As circunstâncias acerca da morte de Gabriel Pinheiro Miranda, de seis anos, são investigadas pela Polícia Civil do Ceará (PCCE). A criança morreu horas após dar entrada em um hospital particular na cidade de Iguatu: “meu filho entrou andando e saiu em um saco plástico preto”, diz Lucinda

Pinheiro, mãe do menino.

A família conta que no dia 24 de setembro de 2024, Gabriel, autista não-verbal, sinalizou ‘uma tontura’ e ‘moleza’. A mãe, preocupada com a situação, conversou com o esposo e decidiu levar o menino ao hospital.

“Às 00h20, Gabriel sofreu a primeira convulsão. Quando a médica chegou, o episódio já havia cessado. Ainda assim, a profissional não tomou nenhuma providência, justificando que era necessário haver três convulsões para a administração do medicamento. Após a segunda convulsão, a conduta dos profissionais permaneceu a mesma, sem qualquer procedimento em relação à convulsão. Somente na terceira convulsão a médica medicou o garoto com o medicamento midazolam”, aponta trecho da notícia-crime.

Desde o dia 25 de setembro de 2024, a família de Gabriel busca explicações e entender o que aconteceu para que o quadro de saúde dele evoluísse com piora significativa em poucas horas e o menino morresse enquanto aguardava transferência para um hospital de maior porte, em Fortaleza.

Questionada, a Polícia Civil do Ceará disse que “o caso está a cargo da Delegacia Regional de Iguatu, unidade que realiza diligências e oitivas com o intuito de elucidar os fatos. Mais informações serão repassadas em momento oportuno para não prejudicar os trabalhos policiais”.

O hospital enviou nota à reportagem e disse que “em nenhum momento o paciente foi desassistido pelo corpo médico e de enfermagem, sendo realizada toda assistência necessária ao mesmo, conforme consta no prontuário do paciente”. A instituição diz se solidarizar com a família neste momento de dor.

 

Diário do Nordeste