Desastres naturais, como chuvas no Rio Grande do Sul, custaram mais de R$ 105 bilhões ao País em 2023

05/05/2024

                         Foto: Jeff Botega/Agencia RBS via Reuters

 

As tempestades no Rio Grande do Sul têm deixado nesta semana um rastro de destruição, com ao menos 57 mortos, 67 desaparecidos e cerca de 32 mil desabrigados e desalojados até este sábado, 4. Além das vítimas, o resultado mais grave da tragédia, desastres naturais trazem uma onda de prejuízos. Nos dias e semanas seguintes, são contabilizados os efeitos da destruição de moradias, equipamentos públicos e da produção econômica nas regiões afetadas.

Em todo o ano passado, os desastres naturais causaram prejuízo de R$ 105,4 bilhões ao Brasil, segundo levantamento da Confederação Nacional dos Municípios. Os dados foram levantados por meio do que Estados e prefeituras relataram ao Sistema Integrado de Informações sobre Desastres S2iD, plataforma do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional.

Em 2023, os desastres afetaram 37,3 milhões de brasileiros, deixando 126,3 mil desabrigados, 717,9 mil desalojados e 258 mortos.

O setor privado arcou com 69% do prejuízo – R$ 72,6 bilhões. Os prejuízos públicos somaram R$ 23,8 bilhões (22,6%) e houve ainda danos materiais de R$ 8,8 bilhões (8,4%).

As secas representaram 51% do total, com prejuízo de R$ 53,7 bilhões. Já as chuvas deixaram danos de R$ 51,4 bilhões (48,7%).

De janeiro a dezembro, foram decretadas 6.322 situações de emergência, sendo 50,3% devido às chuvas. O Sul teve 33% dos decretos, seguido pelo Nordeste com 29,8%.

A agricultura foi o setor econômico mais afetado, com prejuízos de R$ 53,6 bilhões, enquanto a pecuária perdeu R$ 15,3 bilhões.

Os prejuízos com abastecimento de água potável foram de R$ 10,8 bilhões, com obras de Infraestrutura foram R$ 3,9 bilhões e com habitação somaram R$ 3,5 bilhões.

Uma das principais catástrofes climáticas do ano passado também ocorreu no Rio Grande do Sul, quando a passagem de um ciclone extratropical acompanhado de chuvas deixou 54 mortos e destruiu várias regiões, sobretudo a do Vale do Taquari.

A tragédia desta semana já superou a marca: 57 óbitos confirmados e há 67 desaparecidos. A CNM estima que, do dia 29 de abril a esta sexta-feira, 3, pela manhã, os prejuízos ao Estado gaúcho tenham atingido a cifra de R$ 275,3 milhões.

Estadão Conteúdo Reprodução Instagram @janja

A primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, chegou ao Rio de Janeiro neste sábado, 04, para acompanhar o show de Madonna na Praia de Copacabana, na zona Sul da cidade. A informação não agradou opositores que não hesitaram em criticá-la. O motivo são as fortes chuvas que deixaram o Rio Grande do Sul em crise nas últimas horas. Até a publicação desta matéria, a Defesa Civil já contava 57 mortos.

De acordo com os deputados federais da oposição, Janja deveria ter acompanhado o marido, o presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT), na visita às áreas afetadas na sexta-feira, 03. Nikolas Ferreira foi irônico.

“Tomara que dê certo, o Brasil está todo focado nisso. Parabéns, Janja”, disse ele. O filho do ex-presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro postou mensagem similar: “Enquanto isso no Rio Grande do Sul…”. Já Ricardo Arruda (PL-PR) e Zé Trovão (PL-RS) publicaram em seus stories no Instagram uma imagem de Janja junto à frase “Empatia zero”. O paulista Paulo Bilynskyj puxou a hashtag #CancelaMadonna.

Não é a primeira vez que Janja sofre críticas por parte da “bancada bolsonarista”. No Carnaval de 2023, ela foi atacada por marcar presença em um camarote de Salvador quando o litoral de São Paulo enfrentou enchentes e deslizamentos.

 

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