Polícia Civil continua com greve geral mesmo após determinação da Justiça

25/04/2024

                                         Foto: Reprodução

 

Os policiais civis do Rio Grande do Norte continuam com a paralisação dos serviços na manhã desta quinta-feira (25), na sede da Central de Flagrantes, mesmo após determinação da Justiça. Em decisão publicada no início da tarde desta quarta-feira (24), o desembargador Dilermando Mota, determinou ainda o restabelecimento integral dos serviços de polícia judiciária em todo o Estado. O eventual descumprimento da decisão implicará na aplicação de multa diária no montante de R$ 5 mil, limitada, a princípio, ao valor de R$ 100 mil. Na noite de quarta-feira (24), a categoria se reuniu em Assembleia Geral e decidiu reabrir apenas as plantões durante a noite e madrugada.

Segundo os representantes da categoria, a expectativa era de que o governo apresentasse uma resposta em relação as pautas solicitadas. Ainda conforme os participantes da mobilização, a delegada-geral da Polícia Civil, Ana Cláudia Saraiva, havia assumido o compromisso de se reunir com a governadora Fátima Bezerra na quarta-feira (24) mas como não houve resposta, os policiais civis deram continuidade a greve.

“A luta seguirá firme até que a governadora tenha um gesto de reconhecimento aos policiais civis. O que está sendo pedido é justo e, inclusive, o Governo já concedeu para outras categorias da Segurança Pública. Então, agora só falta a vontade política da chefe do Executivo para encerrarmos esse movimento”, destaca Nilton Arruda, presidente do SINPOL-RN.

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Paralisação

No dia 9 de abril, os servidores da Polícia Civil e da Secretaria Estadual de Segurança Pública e Defesa Social (Sesed) sinalizaram uma paralisação por tempo indeterminado visando negociação de valorização salarial. No dia 15 deste mês, os servidores da Polícia Civil decidiram suspender as diárias operacionais e cogitaram iniciar greve caso as reivindicações da categoria não fossem atendidas.

Na terça-feira (23), os policiais civis iniciaram uma paralisação das atividades em todo o estado. A decisão foi tomada pela categoria em assembleia na noite de segunda (22), após uma nova rodada de negociação com o governo do RN, que terminou sem acordo.

 

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