Nunca temi pela nossa democracia, diz ministro do STF André Mendonça sobre 8 de Janeiro

09/01/2024

Nunca temi pela nossa democracia, diz Mendonça em vídeo sobre o 8 de Janeiro  – CartaExpressa – CartaCapital                                  Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF

 

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça disse no documentário sobre o 8 de Janeiro que “nunca” temeu pela democracia do Brasil.

“O que não significa gravidade, o que não significa que isso deve ser aceito, que deve ser tolerado”, disse o ministro. Ele foi indicado ao Supremo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O trailer do filme foi exibido nesta 2ª feira (8.jan.2024) durante a abertura da exposição “Após 8 de Janeiro: Reconstrução, memória e democracia”, promovida pelo STF. O documentário remonta os fatos daquele dia e mostra depoimento dos ministros da Corte.

Em suas falas, os ministros ressaltaram a importância da democracia, o impacto negativo que o 8 de Janeiro teve na história do Brasil e a importância de preservar a memória coletiva.

Eis abaixo o que cada ministro da Corte falou:

Edson Fachin – disse que o 8 de Janeiro é uma cicatriz histórica que não deve ser esquecida, “porque o futuro poderá ser ainda mais bárbaro”;

Luiz Fux – afirmou que o maior perigo da repetição do 8 de Janeiro é a “indiferença”;

André Mendonça – declarou que “nunca” temeu pela democracia, mas que o 8 de Janeiro não deve ser ignorado;

Alexandre de Moraes – afirmou que a democracia “não está em jogo” e que as instituições saem fortalecidas, porque “deram uma resposta rápida” à violência;

Cármen Lúcia – falou que o legado do 8 de Janeiro é a certeza de que a democracia resistiu a um “atentado”;

Roberto Barroso – afirmou que “nenhuma pessoa decente apoiou” os atos do 8 de Janeiro;

Ricardo Lewandowski (ministro aposentado) – disse que o 8 de Janeiro foi um alerta para que as instituições estejam preparadas para enfrentar esse tipo de situação e que o aprendizado fará com que não se repita;

Nunes Marques – falou sobre a memória coletiva do 8 de Janeiro: “O sacrifício da recordação significa a opção por não se repetir, por fazer diferente e melhor”, disse;

Gilmar Mendes – chamou o 8 de Janeiro de “infâmia” e expressou seu desejo de que as marcas sejam “perenizadas”;

Dias Toffoli – pediu que o 8 de Janeiro não se repita “nunca mais”;

Rosa Weber (ministra aposentada) – afirma que as invasões precisam ser relembradas para que não se repitam. Ela também guardou um pedaço de mármore e um fragmento de vidro da sede da Corte que foram destruídos durante o 8 de Janeiro.

 

Poder 360