Estados Unidos liberam, a partir de novembro, entrada de estrangeiros imunizados contra a Covid

Publicado em: 20/09/2021

                                       Foto: DANIEL SLIM / AFP

 

O governo Biden suspenderá as restrições de viagem a partir de novembro para os estrangeiros que estiverem totalmente vacinados contra Covid-19, encerrando uma proibição de viagens implementada há mais de um ano para limitar a propagação da doença.

Viajantes totalmente vacinados também precisarão apresentar um teste negativo para Covid dentro de três dias antes de embarcarem para os EUA, disse Jeff Zients, coordenador de pandemia da Casa Branca, nesta segunda-feira.

Ele não esclareceu se serão aceitos certificados para todas as vacinas aprovadas pela Organização Mundial de Saúde ou apenas as aprovadas nos EUA, que são Pfizer, Moderna e Janssen, mas, como o fim das restrições se aplica a viajantes da Europa e da China, presume-se que também serão aceitas a AstraZeneca e as vacinas chinesas.

— As viagens internacionais são essenciais para conectar famílias e amigos, para abastecer pequenas e grandes empresas, para promover o intercâmbio aberto de ideias e cultura — afirmou Zients. — É por isso que, com a ciência e a saúde pública como nosso guia, desenvolvemos um novo sistema de viagens aéreas internacionais que aumenta a segurança tanto dos americanos internamente quanto das viagens aéreas internacionais.

Até novembro, porém, brasileiros ou viajantes que estiveram no Brasil nos 14 dias anteriores ao voo continuam sem poder entrar nos EUA, a não ser que façam uma escala de duas semanas num terceiro país de onde seja possível entrar em território americano diretamente, como México e República Dominicana. A medida não se aplica a passageiros com residência permanente ou a cidadãos americanos, dentre outras exceções previstas nas leis.

Com a nova medida, americanos não vacinados no exterior que pretendem voltar para casa terão de apresentar teste negativo para coronavírus um dia antes de viajar para os EUA, e precisarão ser testados novamente após a chegada, informou Zients.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças também emitirão em breve uma ordem direcionando as companhias aéreas a coletar números de telefone e endereços de e-mail de viajantes para um novo sistema de rastreamento de contatos. As autoridades acompanharão os viajantes após a chegada para saber se eles estão apresentando sintomas do vírus.

A ação do governo ocorreu na véspera de uma visita do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, que deveria pressionar Biden a suspender a proibição. As autoridades britânicas esperavam que o presidente anunciasse um relaxamento das restrições quando ele fosse à Cornualha, na Inglaterra, em junho para a reunião de cúpula do G-7, e ficaram desapontados quando ele não o fez. A frustração deles só aumentou desde então.

As autoridades britânicas observam que os EUA não impuseram uma proibição semelhante a pessoas de países caribenhos, que apresentavam uma taxa de infecção mais alta do que o Reino Unido, ou da Argentina, que teve menor porcentagem de sua população vacinada. Cerca de 82% das pessoas no Reino Unido com mais de 16 anos já foram totalmente imunizadas.

A União Europeia e o Reino Unido permitiram que pessoas totalmente vacinadas dos EUA viajassem sem quarentena e as autoridades locais ficaram incomodadas quando Washington não retribuiu.

A proibição, apontam autoridades europeias, manteve famílias separadas desde março de 2020, quando o ex-presidente Donald Trump a anunciou pela primeira vez, num momento em que as taxas de contaminação por coronavírus estavam explodindo em toda a Europa. Os países europeus resistiram a uma terceira onda de infecções impulsionadas pela variante Delta, mas em vários países, incluindo o Reino Unido, as taxas de infecção começaram a se estabilizar e até diminuir.

 

O Globo

 




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