Trabalhadores terceirizados da SAFE que prestam serviço em hospitais do Estado iniciam greve

Publicado em: 13/09/2021

Os trabalhadores da saúde que prestam serviço pela empresa terceirizada SAFE iniciaram uma greve nesta segunda-feira (13). Segundo os trabalhadores terceirizados, o auxílio transporte acabou. De acordo com informações, a empresa não paga o auxílio transporte do mês, só paga uma parte, paga metade, e chega o tempo que acaba e a empresa não completa e os trabalhadores ficam sem ter como vir trabalhar. “Tem trabalhador que está se virando para ir trabalhar. Pedem emprestado, vem a pé, de bicicleta. Tem que se virar, porque se não vir trabalhar, leva falta”, disse um trabalhador que preferiu não ser identificado.

Todos os meses os trabalhadores terceirizados da saúde que prestam serviços como maqueiros, higienização e limpeza, como também no setor de nutrição dos hospitais públicos do Rio Grande do Norte, incluindo o maior hospital do Estado, o Walfredo Gurgel, enfrentam um verdadeiro pesadelo para terem seus direitos respeitados e garantidos. E neste mês de setembro não seria diferente, e o problema voltou a se repetir mais uma vez.

Muitos desses trabalhadores estão com quatro férias atrasadas, além de vale transporte e salários atrasados, trabalhando em péssimas condições, sem data certa para receber seus proventos, sendo castigados pela empresa e pela Secretaria de Saúde do RN. Por conta do problema recorrente, mensalmente esses profissionais ameaçam e já chegaram a decretar greve repetidas vezes, mas até hoje o pagamento dos atrasados desses terceirizados não foi resolvido. Ao ser questionada, a SAFE alega que o Governo não repassou os valores para a quitação dos débitos com os trabalhadores, por outro lado a SESAP afirma que está em dia com a empresa, enquanto um joga a culpa para o outro, quem continua sendo penalizados são os profissionais.

Em um breve relato recebido pelo Sindsaúde/RN, um maqueiro que presta serviços pela empresa e que não quis se identificar, falou sobre o verdadeiro aprofundamento da precarização dos trabalhadores terceirizados, “alguns de nós estamos com três e outros com quatro férias atrasadas. O que significa que têm trabalhadores que estão esses anos todos gozando as férias sem receber a remuneração equivalente ao 1/3 de férias”, afirma o trabalhador. Nós do Sindsaúde/RN nos solidarizamos com a luta dos profissionais terceirizados da SAFE, acompanhamos de perto seus trabalhos e as inúmeras dificuldades para terem os seus direitos básicos garantidos. Pedimos mais uma vez, ao Governo do RN e a SESAP, que volte sua atenção a esses profissionais tão essenciais para a manutenção da saúde pública no nosso estado.

 




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