Governo apresenta propostas e mostra que não tem como aplicar reajuste de 60% sobre os salários como reivindicam os policiais militares

Publicado em: 16/06/2019

Os policiais militares aprovaram a paralisação geral na segunda-feira, mesmo depois de terem discutido com o Governo do Estado sobre reivindicações da categoria e terem recebido promessas para cumprimento de algumas.

Os militares fazem as contas e, somando as perdas acumuladas em governos passados, querem um reajuste de 60% do governo Fátima Bezerra.

São perdas que foram se ‘perdendo’, a cada governador que não conseguia fechar a conta.

Um reajuste de 60%, que é o que a categoria está reivindicando ao governo, é impossível de ser atendido, não só em um ano, mas em até 4 anos de uma gestão.

Não que os policiais militares não tenham direito.

Tem.

Mas levando em conta que a conta foi sendo deixada por vários anos, não há como cobrá-la de uma vez, de um governo que pegou o Estado quebrado, com fornecedores sem receber e com 4 folhas de salários em atraso.

 

De um estado onde os servidores tentam botar em dia as contas do plano de saúde (muitos cancelaram), da escola dos filhos, do cartão de crédito…

Servidores que, sem conseguir botar suas contas em dia, tendo ainda a receber três salários atrasados (o governo conseguiu quitar uma das 4 folhas atrasadas), temem ficar sem segurança, caso depois da paralisação de segunda-feira, os militares resolvam entrar em greve.

Os servidores com 3 salários em atraso, temem que interesses políticos de prováveis candidaturas, contaminem toda a categoria militar que mesmo com seus salários em dia, cruze os braços e deixe a população sem segurança.

Nesta sexta-feira, o Governo apresentou algumas propostas aos policiais militares.

– Plano de redução das distorções das carreiras da Polícia Militar e da Polícia Civil, representando um incremento nos salários dos policiais militares.

– Criação de um calendário para pagamento das promoções de carreira.

– Contratação de 1.000 novos policiais militares, assim que forem resolvidos os trâmites do último concurso.

-Salários dos policiais se mantendo pagos no meio do mês trabalhado.

-Investimento de R$ 3 milhões por mês em diárias operacionais, garantindo mais renda para os agentes e segurança para a população.

Foi isso que o Governo apresentou.

É isso o que o Estado pode prometer e cumprir.

A reunião de ontem com representantes da categoria militar teve do lado do governo a participação dos secretários de Administração, Virgínia Ferreira e de Planejamento Aldemir Freire.

Quem sabe um contato do titular da Segurança, Coronel Araújo, com a categoria, poderia fazê-la entender melhor sobre as dificuldades do Estado.

Araújo tem o respeito e a credibilidade dos militares.

Talvez fosse ele o mais indicado para negociar.

 




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