“Me sinto injustiçado e temo pela minha vida e dos meus amigos. Iremos provar nossa inocência a todo custo”, diz empresário, sobre ação da PRF na Grande Natal

Publicado em: 28/01/2019

Patrik Wulpiano Câmara, de 23 anos, formado em direito, e empresário no segmento no ramo de conveniência na cidade de Macaíba, na Grande Natal, viveu o que classifica de momentos de constrangimento na sexta-feira(28), durante uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal(PRF) na busca por suspeitos de assaltos no trecho da Reta Tabajara, que ainda resultou em uma tentativa de latrocínio contra um vereador do interior do estado. Acabou preso com mais quatro amigos e uma quinta pessoa, um adolescente, até então suspeitos de envolvimento nas ações criminosas.

Patrik e seus amigos foram abordados por policiais rodoviários federais por volta das 4h30 da sexta-feira(25), em um veículo Strada vermelho – ano 2010, cabine estendida, modelo semelhante ao que teria sido usada por bandidos durante as ações criminosas na madrugada. Ao Blog, revela que antes disso se dirigiu com o grupo por volta das 22h da quinta-feira(27) para a granja de um amigo. Lá ajudaram no serviço de manutenção de uma piscina, e depois seguiram no local bebendo e confraternizando. “A granja tem câmera, pega meu carro entrando e saindo nos horários que eu disse”, reforçou o empresário. Na saída, revela o que mais além de “constrangedor”, passou a ser uma “ação excessiva e truculenta” da Polícia Rodoviária Federal.

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“Assim que ligaram o giroflex, eu que vinha conduzindo o carro, parei, e ainda assim começaram a atirar, atingindo um senhor de 54 anos, comerciante em Macaíba, que estava em cima da capota. O senhor em nenhum momento correu ou esboçou reação”, contou Patrick, descrevendo que estava no veículo com mais três ocupantes na área interna, além de dois na capota- um deles – baleado conforme descreveu”.

Enquanto o senhor foi socorrido ao Hospital Regional Deocléio Marques, em Parnamirim, baleado na região da perna, onde espera até agora por uma cirurgia, com uma bala alojada no fêmur, os outros cinco ocupantes do veículo foram encaminhados a delegacia de plantão, local em que ficaram detidos até um juiz não encontrar evidências que comprovassem os ocupantes do veículo com os crimes cometidos no período. “Me sinto injustiçado e temo pela minha vida e dos meus amigos. Iremos provar nossa inocência a todo custo.

 

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